Ney Matogrosso: sempre “atento aos sinais”

Túnicas, calças douradas e justas, botas 7/8 com salto, casacos de penas, camisetas com decotes profundos que deixam boa parte do peito nu, colares e cintos repletos de brilhos e pedrarias, além de anéis enormes e várias pulseiras que enfeitam toda a extensão dos braços. Dá para acreditar que estamos falando do guarda-roupa de um senhor de 72 anos?

Sim, se este armário pertencer a Ney Matogrosso, artista conhecido pela ousadia, irreverência e voz única, que há mais de 40 anos, quebra padrões e sacode a música brasileira. Consciente do “burburinho” que suas aparições causam, Ney afirma que nada é muito pensado. “Eu vou pela minha intuição. Sigo despreocupado e vou fazendo o que da na minha cabeça, mas sempre muito bem acompanhado” afirma o cantor.

Prova disso é o seu novo show Atento aos Sinais – que faz voo rasante na capital capixaba no próximo dia 05 de outubro, no Arena Vitória – onde ele abre mão dos grandes sucessos para dar voz a um repertório que privilegia novos nomes da música brasileira como o rapper Criolo e a banda Tono, além da maior produção que o artista já levou aos palcos com quatro telões de led que projetam imagens criadas pelo artista Luiz Stein.

Segundo Ney, o set list arrojado de seu atual show é muito bem recebido pelo público. “Eu não observo cansaço na plateia. Percebo o público atento do começo ao fim do espetáculo” explica o cantor que deve lançar o registro em CD do novo trabalho (que já está gravado) em outubro.

Outra prova do carisma de Ney aconteceu na recente apresentação do cantor no Rock in Rio, onde ele era um dos convidados do time de músicos que homenageou Cazuza. A plateia muito jovem cantou com ele alguns dos grandes sucessos do saudoso “Agenor” em um momento que o cantor definiu como “um reencontro de amigos. Com os meninos do Barão [Vermelho], com a Bebel [Gilberto], todos com a mesma sintonia. Foi uma coisa muito amorosa”.

Fora a música o cantor anda flertando com o cinema onde protagonizou alguns curtas-metragens e o filme A Volta do Bandido da Luz Vermelha. “Eu tenho abertura para outras coisas” explica ele sobre esse envolvimento com a sétima arte e afirma que não sabe o que falta fazer depois de tantos anos de carreira. Mas de uma coisa ele tem certeza: o público adora seus shows. “Vão assistir. Aposto que vocês vão gostar” finaliza com sua gargalhada tímida.

*Texto originalmente publicado no Portal SOUES, em 30 de setembro de 2013.

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