De panelas prontas
Carolina Ferraz – atriz, bailarina, linda, diva, musa maior da elegância, moda e life style brazuca - lançou na Livraria da Vila, na noite de 16/09, em São Paulo, seu primeiro livro: Na cozinha com Carolina (editora Jaboticaba).
O livro de culinária (sim! C-U-L-I-N-Á-R-I-A) traz 134 receitinhas desenvolvidas pela própria atriz, entre adaptações de pratos feitas por sua mãe – Giscelda Ferraz -reinvenções de pratos comidinhas que ela degustou pelo mundo e criações exclusivas.
A cozinha não é novidade para ela, que tem relação estreita com panelas e utensílios domésticos desde a infância. “Desde esta época eu já dava meus passos na cozinha. Ajudava minha mãe nos almoços de família. Posso até dizer que sou cozinheira muito antes de virar atriz”, disse em entrevista ao site da UOL.
E saindo da esfera literária, o lado atriz da moça volta em breve nas telonas. No filme A Glória e a Graça, La Ferraz vive um travesti. Ao lado de Sandra Coverloni (premiada em Cannes em 2008 pelo filme Linha de Passe, de Daniela Thomas e Walter Salles), ela vive Suzy, traveco que vai brigar pelo guarda dos sobrinhos, a pedido da irmã, que está em fase terminal de câncer.
(Dizem…) que na noite do lançamento do livro, Carolina Ferraz, brincava com as amigas gritando “EU SOU RIIIIIIIICA”!, em uma clara alusão ao vídeo que virou hit na internet e mostra a atriz vivendo a vilã Norma na novela Beleza Pura.
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1935-2009

autorretrato
Morreu na madrugada da última quarta-feira (22/04), em seu flat, na cidade de São Paulo, de causa desconhecida, o fotógrafo Otto Stupakoff. Tinha 73 anos.
Otto é conhecido como o primeiro fotógrafo de moda do Brasil, ainda nos anos 50, quando o país ainda não tinha um interesse pelo mundo fashion como hoje. Cursou fotografia no Art Center College of Design, em Los Angeles, entre 1953 e 1955. Em 1957 montou estúdio próprio trabalhando com moda e publicidade, na capital paulista. Foi responsável pela documentação fotográfica da construção Brasília, a convite de Oscar Niemeyer. Em 1965 foi para Nova York, cidade onde morou por vários anos. Fez editoriais para revistas como Vogue América, Elle, Life e Cosmopolitan, sendo um dos primeiros brasileiros a integrar o acervo do MOMA, o museu de arte moderna da cidade. Também morou por alguns anos em Paris.
Sua especialidade eram os retratos. Fotografou várias celebridades de Truman Capote a Kate Moss, passando por Richard Nixon, Grace Kelly, Jorge Amado e Tom Jobim. Depois de anos morando fora, em 2005 retorna ao Brasil com uma retrospectiva da sua carreira no maior evento de moda do país, o São Paulo Fashion Week, com curadoria de Bob Wolfenson.
Bob Wolfenson, um dos maiores nomes da fotografia brasileira, e admirador da obra de Otto, deu uma declaração ao site RG Vogue sobre sua experiência e a importância do fotógrafo paulistano: “O meu primeiro contato com o Otto foi nos anos 80, quando fui a uma enorme exposição da obra dele no Masp. Na época, fiquei impressionado mais com o que ele significava do que com a obra dele em si. Ele era a personificação da aventura de ser um fotógrafo: o glamour, as viagens, era bonitão, tinha mulheres ao seu lado. Fiquei fascinado por isso. Procurei o Otto em 82, quando fui morar em NY. Liguei para ele porque queria trabalhar de assistente de um grande fotógrafo, mas ele nem retornou. Anos mais tarde, quando contei isso, ele respondeu: ‘Perdi um excelente assistente, e você perdeu um excelente mestre’. Fiquei anos sem ter contato, até que em 86 vi uma capa da Vogue feita por ele, com o Jorge Amado. Fiquei encantado e me tornei um admirador. Nos anos 2000, no primeiro número da minha revista ( a S/N), fui atrás dele. Encontrei o Otto numa cidade do interior dos Estados Unidos, numa fase ruim, sem grana, sem trabalho. Fiz uma matéria de 20 páginas com ele e voltei disposto a fazer algo maior com isso. Falei com o Paulo Borges, diretor do SPFW. Dois anos depois, o Paulo fez a exposição sobre a obra dele na semana de moda. O Otto voltou para o Brasil depois disso. Ficamos muito próximos por uns dois anos, mas ele era uma pessoa difícil. Mas sempre o admirei profundamente independente de seus humores. Ele era uma pessoa incrível”.
A obra de Stupakoff pertence hoje ao Instituto Moreira Salles, que realizou até o dia 19 de abril mostra com todo a acervo do mestre.

tom jobim

salvador (1978)

juliana paes para revista people
Mostras individuais
2004 – Espasso Gallery, Nova Iorque, Estados Unidos
2005 – Moda Sem Fronteiras, São Paulo Fashion Week, Pavilhão da Fundação Bienal
Exposições coletivas
1963 – New York World Fair – Pavilhão Kodak, Estados Unidos
1964 – 43ª Exhibition of the Art Director´s Club of New York, Estados Unidos
1970 – The Best of Harpers Bazaar, Doubleday Gallery, Nova Iorque, Estados Unidos
1978 – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
1978 – Museu da Imagem e do Som, Rio de Janeiro
1978 – Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro
1988 – 63/66 Figura e Objeto, Galeria Millan, São Paulo
1982 – The Nude by Fashion Photographers, Staley-Wise Gallery, Nova Iorque, Estados Unidos
1998 – A Imagem do Som de Caetano Veloso, Paço Imperial, Rio de Jnaeiro
Publicações
- Otto Stupakoff: Fotografias. São Paulo: Práxis, 1978.
- Art to wear. Estados Unidos, 1986.
- Rioerótico. Nova Iorque: HarperCollins/ReganBooks, 2006
Hello world!
A idéia é trocar.
Moda, cinema, música, teatro, artes plásticas.
A convergência de tudo isto.
Futilidades utéis. Utilidades fúteis.
Tudo é permitido.


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