Descapsulando Warhol
Esta em cartaz em Vitória (ES), desde o dia 02 de abril, a exposição “Andy Warhol – Arte e práticas para o dia a dia”.

self portrait (fright wig/ 1986)
Warhol é um dos artistas mais importantes do século XX. Um dos pais da pop art, ele utilizava-se, por exemplo, da serigrafia, para reproduzir em série, celebridades e produtos de consumo comum para explicitar, com ironia, o vazio e a impessoalidade com que as pessoas se relacionam com artigos de consumo cotidiano.
O objetivo da exposição “é a ênfase experimental na produção de espaços destinados a engajar diferentes públicos às práticas artísticas de Andy, incluindo componentes interativos que façam um paralelo entre o artista e a cultura contemporânea”, conforme informa o catálogo.
“A idéia do pop era que qualquer um poderia fazer qualquer coisa. Então, é claro, nós todos tentávamos fazer tudo.”
Andy Warhol, em In his own words.
Em duas das salas esta interatividade fica bem clara. Na primeira, o público é convidado a participar do processo de serigrafia, na mesma sala em que vários dos trabalhos de Warhol usando esta técnica estão expostos.
Na segunda sala encontram-se os screens tests, que consistiam em filmetes de três minutos realizados na Factory, que mais parecem fotografias em movimento, por ter apenas o rosto das pessoas registrado e o olhar fixo na câmera. Os visitantes são convidados a fazer o seu próprio teste “posando” na própria sala onde os originais são exibidos.

screen test: edie sedgwick (1965)
Entre estas salas se encontra uma linha do tempo, dando um panorama geral da vida e obra de Andy. É nesta parte da mostra que nos deparamos com as Cápsulas do Tempo, caixas de papelão onde Warhol reunia coisas que achava importantes no seu dia: recortes de jornal, cartas, material de pesquisa e o que mais achava relevante.
Também estão expostas as famosas polaróides, trechos de programas feitos para uma então iniciante e alternativa MTV, papéis de parede e alguns filmes, entre eles, Kiss (1963), onde 13 casais que se beijam e The Velvet Underground (1966), tendo a banda apadrinhada por ele e formada por Lou Reed, John Cage e Nico, como protagonistas.

polaróide mick jagger (1975)
Também estão expostas as famosas polaróides, trechos de programas feitos para uma então iniciante e alternativa MTV, papéis de parede e alguns filmes, entre eles, Kiss (1963), onde 13 casais que se beijam e The Velvet Underground (1966), tendo a banda apadrinhada por ele e formada por Lou Reed, John Cage e Nico, como protagonistas.
Imperdível!
Entrada franca
Nico

“Se você é desses que acham que sua vida daria um livro, devia antes dar uma espiada na vida dela. Vamos contar telegraficamente só os fatos mais relevantes: na infância, com a mãe e o avô, Nico fugiu da Alemanha, onde seu pai foi morto em um campo de concentração. Aos 15 anos, ela virou modelo em Paris. Dali a pouco estava em Roma, onde Fellini, encantado, lhe ofereceu um papel em La Dolce Vita, em 1959. No anos seguinte, em Nova York, Nico estudou interpretação no Lee Strasberg Studio, na classe de Marilyn Monroe. Gravou um disco com Serge Gainsbourg, conheceu os Stones, namorou e teve um filho com Alain Delon. Daí Bob Dylan fez um disco para ela, apresentou Nico para Andy Warhol, ela cantou com The Velvet Underground por um ano, então seguiu carreira solo.Fez todo tipo de experimentação musical com sua voz estranha, rouca, e então, aos 50 anos, depois de limpa das drogas, Nico esta saudável e saltitante, andando de bicicleta em Ibiza, quando leva um tombo. E assim morreu de um tombo de bicicleta, sem ninguém diagnosticar direito o que de fato aconteceu.”
Trecho da matéria “Garotas do Barulho”, escrita pela jornalista Cristina Ramalho e publicada originalmente na revista ffwmag! nº08/08.







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