
Elza Soares. A diva, a negra, a mulata assanhada. A perigosa (como se denomina no show que divide o palco com o grupo Farofa Carioca). A mulher de fibra. De coragem. A dama do samba, do jazz, do hip hop brazuca. Que canta o que quiser. Ópera até. A voz da BBC de Londres. Que canta com Louis Armstrong e D2. Inspirou Caetano, Chico, Benjor. É tida como rainha pelas novas gerações. E joga de igual com as novatas. Em forma e voz. E é veterana.
“Samba não tem geometria”
E enfrenta. Tudo. A pobreza, o preconceito, a dor. Perdeu o segundo filho, pra fome, aos 15 anos. Sobreviveu. Perdeu o amor no auge da vida. Sobreviveu. Perdeu o filho. Sobreviveu. Caiu do palco. De altura estratosférica. Sobreviveu. Teve diverticulite. Subiu ao palco em recuperação. Sobreviveu. Viveu! Com o perdão da concordância, mas Elza viveu. Sobreviver não combina com ela. Elza vive.

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